Tendência do setor: incerteza econômica, sinistros por interrupção de atividades e o risco crescente de declarações falsas

21 de outubro de 2026

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O Contexto Econômico

A incerteza econômica exerce pressão sobre as empresas. Quando a receita diminui, as margens se estreitam, os custos de financiamento aumentam e a demanda do consumidor se torna menos previsível, as empresas podem passar por dificuldades financeiras antes mesmo que ocorra qualquer prejuízo coberto pelo seguro. Nesse contexto, os pedidos de indenização por interrupção de atividades costumam se tornar mais complexos e exigem uma análise financeira cuidadosa.

Muitas organizações estão operando em um ambiente econômico desafiador, marcado pela inflação, custos operacionais mais elevados, restrições de mão de obra, interrupções na cadeia de suprimentos e incerteza quanto à demanda futura. Para algumas empresas, o desempenho pode já estar em declínio antes mesmo que ocorra um sinistro coberto.

Quando ocorre uma perda patrimonial, falha de equipamento, incêndio, dano causado por água, tempestade ou outro evento coberto pelo seguro, o pedido de indenização por interrupção de negócios resultante pode incluir tanto os impactos diretamente relacionados à perda quanto fatores econômicos mais amplos. As vendas podem ter diminuído antes do evento. O aumento dos custos pode ter reduzido as margens de lucro. A demanda dos clientes pode ter mudado. Já podem ter existido restrições na cadeia de suprimentos. Essas circunstâncias podem dificultar a identificação do impacto financeiro real do evento coberto.

Distinguindo perdas cobertas de desafios empresariais

A questão não se limita à fraude intencional. Uma reivindicação pode ser exagerada devido a premissas incorretas, projeções sem fundamento, documentação incompleta ou à inclusão de questões comerciais não relacionadas. Em períodos econômicos mais difíceis, no entanto, o incentivo para apresentar reivindicações agressivas pode aumentar.

As perguntas mais comuns incluem se a empresa já apresentava baixo desempenho, se as receitas projetadas eram realistas, se as margens alegadas correspondem aos resultados históricos, se condições de mercado não relacionadas foram incluídas na alegação e se os fatos corroboram o período de prejuízo alegado.

Para as seguradoras e os segurados, o objetivo deve ser uma avaliação justa e fundamentada do prejuízo. Isso exige a análise do que a empresa teria razoavelmente alcançado se não fosse pelo evento coberto, excluindo, ao mesmo tempo, os impactos causados por condições econômicas ou operacionais não relacionadas.

O Papel da Contabilidade Forense

Os contadores forenses desempenham um papel fundamental nesse contexto. Eles avaliam o desempenho histórico, comparam tendências anteriores e posteriores ao prejuízo, examinam fatores do setor e do mercado, verificam as projeções da administração, analisam custos fixos e variáveis e avaliam se os registros subjacentes comprovam os prejuízos alegados.

Esse trabalho pode identificar suposições sem fundamento, valores duplicados, receitas superestimadas, tratamento inadequado de despesas ou perdas declaradas que não tenham relação causal com o evento. Ele também pode respaldar reivindicações legítimas, organizando as evidências financeiras e explicando claramente o impacto da perda.

Apoiando resultados precisos nas liquidações de sinistros

Como as condições econômicas permanecem incertas, é provável que os pedidos de indenização por interrupção de atividades sejam submetidos a um escrutínio cada vez maior. O risco não se limita apenas à fraude, mas também à interpretação equivocada, ao exagero e à apresentação de alegações sem fundamento. A contabilidade forense oferece a análise financeira independente necessária para distinguir os impactos das perdas cobertas pelos seguros dos desafios empresariais mais amplos e para ajudar todas as partes a chegar a um desfecho mais preciso no processo de indenização.

Jason Schweigert, contador certificado (CPA)

Vice-presidente, Chefe do Departamento de Contabilidade Forense